Uma amiga postou esta música no Facebook e bateu-me uma saudade da adolescência... Senti o coração apertar-se quando, ao comentar, me lembrei que suspirava por alguém enquanto ouvia isto. Não posso jurar, mas acho que era o Valter. Um rapaz mais velho e giro, que foi, talvez, a minha mais longa paixão platónica. Vivemos seis anos de encontros e desencontros. Na última vez que falámos disse-me: «Está nas tuas mãos.» E eu... Virei costas e não olhei para trás. Chorei o caminho todo até casa. O que eu gostava do rapaz! Mas o orgulho e a razão fizeram-me traçar aquele destino. Éramos diferentes e queríamos coisas diferentes. Escusado será dizer que ele deixou de me falar. Ao encontrar-me um ou dois anos mais tarde, tratou de mostrar que ainda havia mágoas. Abracinhos e beijinhos no pescoço daquela que se tornaria sua mulher enquanto olhava para mim, com a expressão «olha o que perdeste», não deixaram grandes dúvidas. Não me arrependo da decisão. As nossas ambições eram muito diferentes. E hoje ele não é assim tão giro.
(Pensando bem, acho que os suspiros era mais com o «Love Bites»)


