domingo, agosto 19, 2012

Amores de uma adolescente



Uma amiga postou esta música no Facebook e bateu-me uma saudade da adolescência... Senti o coração apertar-se quando, ao comentar, me lembrei que suspirava por alguém enquanto ouvia isto. Não posso jurar, mas acho que era o Valter. Um rapaz mais velho e giro, que foi, talvez, a minha mais longa paixão platónica. Vivemos seis anos de encontros e desencontros. Na última vez que falámos disse-me: «Está nas tuas mãos.» E eu... Virei costas e não olhei para trás. Chorei o caminho todo até casa. O que eu gostava do rapaz! Mas o orgulho e a razão fizeram-me traçar aquele destino. Éramos diferentes e queríamos coisas diferentes. Escusado será dizer que ele deixou de me falar. Ao encontrar-me um ou dois anos mais tarde, tratou de mostrar que ainda havia mágoas. Abracinhos e beijinhos no pescoço daquela que se tornaria sua mulher enquanto olhava para mim, com a expressão «olha o que perdeste», não deixaram grandes dúvidas. Não me arrependo da decisão. As nossas ambições eram muito diferentes. E hoje ele não é assim tão giro.

(Pensando bem, acho que os suspiros era mais com o «Love Bites»)

quarta-feira, junho 27, 2012

Acho que sou só eu

... mas estou fartinha do raio do jogo Portugal-Espanha. O histerismo à volta não facilita.

(pronto, os nervos vieram nos penalties)

domingo, junho 17, 2012

Baby Mis


E, pronto, é isto. Já mostra ser mais fotogénico que a mãe e porta-se bem. Enjoos, só com alguns cheiros, mas nada de grave. Azia, só no início. Mas como isto não é um conto de fadas, temos muita fome, sono, cansaço e inchaço. Tudo isso é prontamente esquecido perante esta imagem.

sexta-feira, junho 15, 2012

segunda-feira, abril 30, 2012

«You can get addicted to a certain kind of sadness»



Se calhar é coisa minha, mas eu acho que é possível sentir uma certa «saudade» de um bom desgosto de amor. Acho que sentir uma certa angústia, quando se está apaixonado, não mata ninguém. Ter tudo como garantido não é bom. Não é emocionante. Não é giro. Mas também posso ter uma veia masoquista.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

RIP

 Erika: 20-05-2003/13-02-2012 :'(

domingo, fevereiro 12, 2012

Fazer desporto é saudável

Ou não. Os circuitos de BTT andam a deixar marcas no meu respectivo. Depois das nódoas negras, pelo corpo todo, veio a cara feita num oito. Resultado: uns inestéticos pensos para esconder três pontos num lado e quatro noutro. Mais vale dedicar-se ao RPM!

[atendendo à minha fama de mau feitio, ainda vão achar que é vítima de violência doméstica]

A caminho dos 40

Fiz «apenas» 36 anos, mas, segundo alguns amigos, aproximei-me dos 40. O dia foi óptimo. Fui mimada desde o primeiro instante pelos machos cá de casa. Dormi aconchegada. Tive direito a mais mimos. A minha PT ofereceu-me uma bateria de exercícios novos, trabalhinho para as pernas, bíceps, tríceps e afins. Ao contrário de outros anos, não senti depressão pré-aniversário. O dia chegou sem que pensasse nele. Agora que passou, posso dizer que não doeu e que me sinto bem com a idade que tenho. (Mas também posso estar a ficar doida de vez. Só isso explica o facto de ter acordado cedo para ir ao ginásio... no meu primeiro dia de férias e no meu aniversário!) Por outro lado, aconteceu-me algo que nunca me tinha acontecido. Fiquei sentida com três pessoas, três das «minhas» pessoas, que se esqueceram por completo do meu aniversário. Nunca me tinha acontecido. Esquecerem-se é capaz de já ter acontecido. Inédito? Sentir-me desapontada. Uma das pessoas até compreendo, dada a fase da vida que atravessa. As outras duas... Não há-de ser nada. Deve ser da idade. ;)

Adenda: Há pessoas com muito azar, mandam sms que se perdem no vazio. Não uma nem duas vezes, já lá vão umas quantas. É verdade que já recebi ou enviei mensagens que foram entregues com uma semana de atraso (a TMN é pródiga neste tipo de situações). De qualquer forma, atendendo ao historial da pessoa em causa, é suposto acreditar nela? Diz que sim. Ou talvez não.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Com o estômago às voltas

Faz-me espécie que jornalistas, que apontam o dedo à ignorância alheia, escrevam «à uns anos», em vez de «há uns anos», e digam «há uns anos atrás». Havia de ser o quê? Anos à frente?

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

«So much more to say, so much to be done»



Não acredito que nunca tenham sonhado com um romance a dar para o hollywoodesco. Nem que seja por uma vez na vida, qualquer mulher deseja viver uma daquelas histórias que aperta o peito com aquele tipo que a deixa sem respiração. Felizmente vivi episódios que me suscitaram esses sentimentos - embora alguns dos enredos fossem mais a dar para a novela mexicana. Também podia usar a palavra infelizmente porque sei que, em algumas alturas da minha vida, estive quase lá. Quase tive, ou achei que poderia ter, o meu «happy ending». Mas faltou sempre algo. Falta. Mas também pode ser porque estou sempre insatisfeita com o que tenho. Ou porque os sonhos são isso mesmo, sonhos. Um dia amadurecemos. Ou será que ficamos apenas cinzentos e acomodados? Não sei bem o que é. Sei que passamos a uma outra fase. Eu passei. Tudo se tornou mais tranquilo e seguro. Por isso, às vezes, penso nas alturas em que sentia os meus alicerces estremecer e a minha estrutura ameaçava ruir, perante emoções que estava longe de controlar. Eu, que sempre odiei não controlar fosse o que fosse, adorava pular sobre a corda bamba e sonhar que a realidade até pode ser parecida com uma daquelas comédias românticas de domingo à tarde. Mas já não sinto as dores da privação de aventura e paixão. Quando lhe tomamos o gosto e deixamos de tê-las vêm os sintomas de carência, a ressaca. É duro. Mas melhora. Estar apaixonado não é foleiro. Deixarmo-nos levar pelas emoções pode ser divinamente delicioso. Sentirmo-nos encurralados pelo desejo e a paixão pode ser perigosamente viciante. Mas isso é... viver. Parece-me triste quando as pessoas se resignam antes de tempo e acorrentam as emoções. Não percebo que se tenha calma na paixão ou que se pense demasiado. Um dia a paixão passa e a razão comanda as nossas acções. Até lá, por que não aproveitar para viver um romance a dar para o hollywoodesco? Ou pelo menos tentar.

[O meu lado racional levou-me a concluir que ninguém vive romances hollywoodescos na sua plenitude. O perfeito «happy ending» não existe. Tenho grande dificuldade em acreditar em histórias de amor pleno e sem defeitos. Isso implicaria que as pessoas envolvidas vivessem num estado de eterna perfeição e todos nós sabemos que isso é impossível. Acredito que as pessoas vivem o que querem acreditar ser real. Mas, como já testemunhei, nunca é. A negação «is a bitch». Ou não.]

Hora de SYTYCD 8



Um dos meus vícios está de volta. Tive de fazer uma limpeza à box, que estava quase cheia. Não viste? Visses! :s

domingo, janeiro 15, 2012

Decisões

A pergunta pairou sobre a mesa: qual foi a tua melhor decisão no ano passado? Perante a indecisão da maioria, armei-me em marrona da turma. «Essa é fácil!» Aliás, até sei quais foram as melhores decisões dos últimos dois anos. Em 2010 adoptei as minhas criaturas lindas. Em 2011 voltei a fazer desporto. Ninharias? A minha sanidade mental discorda. (Ok, o Lucas dá comigo em doida! Mas é uma loucura saudável, ou lá o que é.)

Nem as mezinhas me valem

Apesar do mel quente e limão (blargh!), fiquei mesmo sem voz. Há-de existir quem agradeça, mas é melhor não ficarem muito contentes porque agora vou atacar a afonia com drogas... e das boas!

terça-feira, janeiro 10, 2012

It's a baby boy

Hoje a Náufraga foi tia. Bem, já foi ontem. Eu, que não lhe tenho qualquer parentesco, senti-me um pouco tia também. Uma prima em segundo ou terceiro grau, vá. 

O «S» foi muito desejado e nasceu a 9 de Janeiro. Eu fiquei muito feliz, pela Náufraga e pelo irmão, que há muitos anos foi meu namorado e hoje é um grande amigo.

A vida dá grandes voltas. A nossa deu umas quantas cambalhotas. No final ficou o mais importante, a amizade. Por isso, não consigo esconder que fiquei emocionada quando soube que ia ser pai. Hoje, bem ontem, voltei a emocionar-me. Sou uma amiga babada, confesso.

sábado, dezembro 24, 2011

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Falta-lhe mística

O termo é muito usado no mundo da bola. Na verdade é usado a torto e a direito, sem que se perceba bem o que quer dizer. Por isso, parece-me ser o termo adequado para falar do meu carro moderninho e catita. Falta-lhe mística. Olho para ele e é como se visse um dos novos estádios portugueses. Nenhum deles tem história ou carga dramática. Podem dizer-me: é apenas um carro. Sim, é verdade. Mas o meu boguinhas tinha história. Histórias. Acompanhou-me nos altos e baixos da vida. Partilhámos gargalhadas e lágrimas. Assistiu aos meus amores e desamores. Sei que tinha de separar-me dele, mas essa ideia não afasta a saudade.

(Continuo sem atinar com o facto de ter um carro que fala. Por isso, não uso os comandos por voz, mas a «gaja», com sotaque ucraniano e um tom irritante, lá se mete comigo sempre que pode. Ah queres programar o bluetooth do telemóvel? «Digite o número, bla, bla, bla.» MEDO!)

segunda-feira, novembro 21, 2011

Coisas que me fazem espécie

Esperarem pelo elevador para ir do -1 para o piso 0... num ginásio.

sábado, novembro 19, 2011

Embirrações

Filipa Valente, ex-senhora Sabrosa, gastou 745 euros no lançamento de «Versace para H&M» e disse o seguinte, em declarações reproduzidas pelo CM: «Além das roupas serem a um preço acessível, a colecção é linda de morrer. É um bom investimento. Para mim comprei três ou quatro peças com acessórios. As outras são para amigas. Ninguém pode dizer que não se pode vestir bem.»

1 - Desculpem-me os senhores da H&M, mas a maior parte da roupinha tem acabamentos do pior - isto inclui as parcerias feitas até agora. Mas também pode ser de mim, que não daria mais de cem euros (uma pechincha!) por um vestido desta colecção
2 - 745 euros é um ordenado e quem não quer comer vestidos, pelos vistos, veste-se mal